ARQUIDIOCESE
AGOSTO | 2017 JORNAL PAS ORAL
AGOSTO DE 2017
Ano XXVI, número 280
PAS ORAL
Contrato 9912249167/2010 - DRMG
ARQUIDIOCESE
Arquidiocese de Mariana
Para todos e para todas as idades
Exemplo para várias dio- ceses do Brasil, o Plano Ar- quidiocesano de Catequese se transforma em um dos mais importantes cartões postais da Arquidiocese de Maria- na. Feito a “várias mãos”, ele foi construído com cuidado, zelo e com o tempo necessário para que respondesse às ex- pectativas das comunidades. Tendo como foco não só o catequista e o catequisando, o Plano também é direcionado às pessoas que vivem nas co- munidades, promovendo um intenso trabalho de iniciação à vida cristã. Neste mês de agos- to, voltado para as vocações, em que também se comemora o mês dos catequistas, o Jornal Pastoral traz matéria especial onde debate o assunto e fes- teja o trabalho desenvolvido em prol da evangelização em todas as regiões da Arquidio- cese de Mariana.
Páginas 6 e 7
Conceição da Lapa
CÉSAR DO CARMO
Mineração
REPRODUÇÃO
Em agosto também é co- memorada a Assunção de Nossa Senhora e em vá- rias comunidades Maria re- cebe pedidos e preces. Na Arquidiocese de Maria- na um dos locais onde há maior movimentação em homenagem à Mãe de Je- sus é o Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, localizado no distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto. A preparação para a festa, que em 2016 recebeu mais de 30 mil pessoas, come- ça no dia primeiro de agosto e segue até o dia 15 do mês.
Página 12
O Conselho permanen- te da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil criou, no mês de julho, um grupo de trabalho específico para o se- tor de mineração. O objetivo é acompanhar a situação das comunidades afetadas pela atividade e propor ações que
visem a preservação do meio ambiente e o bem estar da população. Entre as priori- dades, está o mapeamento das regiões que mais sofrem os impactos da mineração, bem como os grupos que já atuam na área.
Página 8
CNBB
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JORNAL PAS ORAL AGOSTO | 2017
editorial arquidiocese
Cinquentenário Partilhado
P
A Arquidiocese de Mariana promoveu o Ano da Vocação Sacerdotal entre agosto de 2016 e agosto de 2017. Relevante como ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ quis celebrar seus 50 anos presbiterais. Não pensou somente em si mesmo, na alegria pessoal de um sa-
Ano ▇▇▇▇▇▇▇ ▇
▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇
Arcebispo de Mariana
cerdócio fecundo onde foi professor, pároco, diretor de seminário, membro de inúmeras equipes eclesiais e pastorais. Como bispo, foi presidente da CNBB e da comissão episcopal para a liturgia. É seguro no que pensa, faz e orienta. Poderia ter celebrado seu cinquentenário de padre, levantando sua biografia e fazendo festas. Se quisesse, exigiria todo o louvor e honra de todos. Entretanto, ele procurou outra via para a comemoração.
Pretendeu o Senhor ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ que toda a Arqui- diocese estivesse junto a ele numa perspectiva vo- cacional. Desde o primeiro momento, delineou-se a reflexão vocacional e a caminhada possibilitando a busca do sentido da vocação sacerdotal.
O ser padre exige um repensamento do ser e do agir. Ser padre para quê e para quem? Não se é padre para si mesmo, mas para o Cristo, para a Igreja, para a comunidade, para os pobres, para o mundo coa- bitado pelo meio ambiente sustentável, o equilíbrio humano da justiça e da fraternidade. Hoje se confi- gura cada vez mais, a necessidade de se vislumbrar o padre/pastor, padre/profeta, padre/pai, padre/líder, padre/agente de pastoral. A Arquidiocese e a Igreja têm vivido a diversidade qualitativa de sacerdotes, padres e presbíteros abnegados, dedicados e genero- sos na condução do Povo de Deus. Alguns são már- tires no testemunho pessoal, social e coletivo, na re- alidade carcerária, política e eclesial, no mundo dos enfermos, das crianças/menores e famílias. O pró- prio povo dá o testemunho de seus padres em suas múltiplas experiências de partilha pastoral.
Esse será um dos frutos deste Ano da Vocação Sacerdotal. ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ possibilitou que todos pu- dessem se fortalecer no sentido vocacional. Chegou o término, mas lembraremos todos com o coração, desse ano jubilar que “se faz a obra de um evangeli- zador”.
Os trabalhos continuam em todos os âmbitos ar- quidiocesanos. A vocação continua a ser repensada no caminho do discípulo e missionário. O objetivo foi alcançado e só resta continuar buscando o apro- fundamento de seu sentido!
or ocasião do tricentenário do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida,
estamos celebrando o Ano Mariano, no Brasil. Ao mesmo tempo, come- moramos os 250 anos do início da devoção a Nossa Senhora da Pieda- de, Padroeira do Estado de Minas Geais. E o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos da Cova da Iria. Esses eventos nos oferecem a oportuni- dade para aprofundar nossa devo- ção a ▇▇▇▇▇ e aponta caminhos para vivenciá-la de forma sempre mais autêntica. As sábias orientações do Beato ▇▇▇▇▇ ▇▇, em sua Exortação Apostólica Marialis Cultus, muito nos ajudam a desenvolver um culto à Bem-aventurada Virgem ▇▇▇▇▇, de acordo com os ensinamentos do Magistério da Igreja.
Diz o Beato ▇▇▇▇▇ ▇▇: ”Que- remos, agora, aprofundar um as- pecto particular das relações que se verificam entre ▇▇▇▇▇ e a Litur- gia, ou seja: ▇▇▇▇▇ como exem- plar da atitude espiritual com que a Igreja celebra e vive os divinos mistérios” (cf. MaC 16).
▇▇▇▇▇ é a Virgem que sabe ouvir, que acolhe a palavra de Deus com fé. Na sagrada Liturgia, sobretu- do, ela escuta com fé, acolhe, pro- clama e venera a Palavra de Deus, distribui-a aos fiéis como pão da vida (DV 21), à luz da mesma, pers- cruta os sinais dos tempos, inter- preta e vive os acontecimentos da história (cf. MaC 17).
▇▇▇▇▇ é, além disso, a Virgem dada à oração. Assim nos aparece ela, de fato, na visita à mãe do Pre- cursor: tal é o "Magnificat" (cf. Lc 1,46-55), a oração por excelência de ▇▇▇▇▇. Virgem em oração aparece ▇▇▇▇▇, também, em Caná, onde, ao manifestar ao Filho uma necessida- de temporal, implorando delicada- mente, obteve também um efeito de graça (cf. Jo 2,1 12). Por fim, ainda na última passagem biográfica relativa a ▇▇▇▇▇ ela é apresentada orante: os Apóstolos "perseveravam unânimes
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na oração, com algumas mulheres, entre as quais ▇▇▇▇▇, a mãe de ▇▇▇▇▇" (At 1,14) (cf. MaC 18).
▇▇▇▇▇ é, enfim, a Virgem oferen- te. No episódio da apresentação de ▇▇▇▇▇ no Templo (cf. Lc 2,22-35), para além do cumprimento das leis respeitantes à oblação do primogê- nito (cf. Ex 13,11-16) e à purificação da mãe (cf. Lv 12,68), a Igreja, guia- da pelo Espírito Santo, descobriu, um mistério "salvífico" relativo à história da Salvação; e em tal misté- rio realçou a continuidade da oferta fundamental que o Verbo encarnado fez ao Pai, ao entrar no mundo (cf. Hb 10,5-7); viu nele proclamada a universalidade da Salvação, porque ▇▇▇▇▇▇, ao saudar no menino a luz para iluminar as nações e a glória de Israel (cf. Lc 2,32), reconhecia nele o Messias, o Salvador de todos; en- tendeu aí uma referência profética à Paixão de Cristo: é que as palavras de ▇▇▇▇▇▇, as quais uniam num único vaticínio o Filho, "sinal de contra- dição" (Lc 2,34), e a Mãe, a quem a espada haveria de trespassar a alma (cf. Lc 2,35), verificaram-se no Cal- vário. Mistério de salvação, portanto, que nos seus vários aspectos, orienta o episódio da apresentação no Tem- plo para o acontecimento "salvífico" da Cruz (MaC. 20).
Mas a mesma Igreja, sobretudo a partir da Idade Média, entreviu no coração da Virgem ▇▇▇▇▇, que leva o Filho a Jerusalém "para o oferecer ao Senhor" (cf. Lc 2,22), uma vontade oblativa, que transcendia o sentido ordinário do rito. Esta união da Mãe com o Filho na obra da Redenção (LG 57) alcança o ponto culminante no Calvário, onde Cristo "se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha" (Hb 9,14), e onde ▇▇▇▇▇ es- teve de pé, junto à ▇▇▇▇ (cf. Jo 19,25), "sofrendo profundamente com o seu Unigênito e associando-se com âni- mo maternal ao seu sacrifício, con- sentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado" (LG 58), e oferecendo-a também ela ao eterno Pai (cf. MaC 20).
PAS ORAL
Periódico mensal, fundado em fevereiro de 1991, em Mariana/MG
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Conselho Editorial: Edina da Silva, ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, Pe. ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇, Pe. ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, Pe. ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇,
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Dacom: Jornalista - ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇
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Colaboração: Editora Dom Viçoso. ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, ▇▇▇ - ▇▇▇ ▇▇▇▇; ▇▇▇ ▇▇▇▇▇-▇▇▇ - ▇▇▇▇▇▇▇ - ▇▇. Fone: (▇▇) ▇▇▇▇-▇▇▇▇
Tiragem: 2.000 exemplares.
AGOSTO | 2017
JORNAL PAS ORAL
entrevista
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"Permanecei no meu amor"
No dia 15 de agosto de 2016, a Arquidiocese de Mariana iniciou as celebrações e eventos do Ano da Vocação Sacerdotal. A iniciativa, que termina no próximo dia 15, teve como motivação a celebração dos cinquenta anos de ordenação presbiteral do arcebispo de ▇▇▇▇▇▇▇, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇. Sob a organização do Seminário São José, várias atividades foram realizadas com objetivo de rezar e promover as vocações na arquidio- cese. O reitor do seminário, padre ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, contou ao Jornal Pastoral um pouco de como foi esse tempo para a Igreja particular de ▇▇▇▇▇▇▇.
BRUNA SUDÁRIO
JORNAL PASTORAL: Como nasceu a proposta do Ano da Vocação Sacerdotal?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: A proposta do Ano da Vocação Sacerdotal veio de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇. Ele, no Encontro de Presbíteros de 2016, apresentou a proposta de celebrar o Ano da Vocação Sacerdotal como pre- paração para o seu jubileu sacerdotal. Dom Ge- raldo justificou que ele não queria que a festa dos seus cinquenta anos de sacerdócio fosse comemo- rada só em uma celebração, pois seria algo muito pessoal. Ele queria celebrar como algo do minis- tério, como uma celebração da Igreja. Pois para ele, o ministério é estar a serviço do povo de Deus. Então ele fez essa proposta no encontro dos padres e houve unanimidade, todos acolheram. Foi ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ que pediu ao seminário que conduzisse o processo e a execução do Ano da Vocação.
JORNAL PASTORAL: "Permanecei no meu amor" foi o tema que conduziu o Ano da Voca- ção Sacerdotal. Quais foram os objetivos deste Ano sob este tema?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: O permanecei no meu amor surge porque é um chamado para estar com ▇▇▇▇▇. Nós criamos uma equipe executiva do seminário para tratar do Ano da Vocação Sacerdotal e quan- do nós conversamos, pensamos em quatro objeti- vos bem específicos, que são:
• A preparação para o Jubileu Sacerdotal de Dom Geraldo, onde as comunidades foram moti- vadas a celebrarem com o nosso arcebispo.
na de Animação Vocacional. Ela foi realizada em duas etapas. Uma em dezembro de 2016 e a segun- da em junho de 2017, contemplando praticamente todas as paróquias da Arquidiocese. Para essa ati- vidade nós dividimos os seminaristas das três ca- sas em duplas e eles foram enviados às paróquias. Em cada paróquia eles realizaram trabalhos com a juventude, com os grupos de crisma, as famílias,
JORNAL PASTORAL: Os trabalhos terão conti- nuidade no próximo ano?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: O Ano da Vocação Sacerdotal se encerra do dia 15 de agosto. Mas eu tenho es- perança de que o trabalho desenvolvido nas paró- quias vai fazer surgir as equipes vocacionais pa- roquiais. Se nós conseguirmos, como fruto deste
▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇
• ▇▇▇▇▇ pelos presbíteros e diáconos para que nós sejamos homens santos.
Ordenação Episcopal de Dom Geovane, ex-pároco em Barbacena, marcou o Ano da vocação Sacerdotal.
• Orar pelo seminário, pensando em toda a sua história, em todos os seminaristas e vocacio- nados.
• Orar, como o próprio ▇▇▇ ensina, para en- viar outros jovens para a missão. Uma oração pelas vocações na Igreja.
JORNAL PASTORAL: Como foi o Ano da Voca- ção Sacerdotal? Quais as atividades de destaque?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: Foram muitas atividades ao longo do ano. É claro que cada paróquia pôde fa- zer, pôde organizar eventos nessa perspectiva vo- cacional. Mas nós organizamos alguns eventos que foram muito importantes. Todas as ordenações acontecidas ao longo deste ano, seja ela diaconal, sacerdotal e a episcopal de Dom Geovane, tiveram a tônica da vocação. Em todas essas celebrações houve uma motivação sobre o Ano da Vocação Sacerdotal. Elas foram inseridas dentro das cele- brações deste ano.
Uma segunda iniciativa que eu destaco foi a Sema-
os coroinhas. Um trabalho de divulgação vocacio- nal. As festas de padroeiros das paróquias, em sua grande maioria, tiveram como tema o Ano Voca- cional. E nós padres formadores fomos chamados para ir até as paróquias e participar das novenas.
JORNAL PASTORAL: Qual o papel e a impor- tância de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ nos trabalhos deste ano?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ propôs este ano. ▇▇▇▇ nasceu do coração do bispo. Foi ele quem sugeriu celebrar o sacerdócio nessa perspecti- va de uma missão, envolvendo toda a diocese. Não foi só uma celebração à pessoa dele, mas ao sacerdócio como um dom. ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, como o coordenador do conselho de formado- res e do conselho presbiteral, foi coordenando as atividades, sempre motivando as reuniões e os encontros, dando pistas, também, do que poderia ser feito. Muito do que aconteceu ao longo deste ano surgiu da iniciativa dele, como pastor, aquele que guia o rebanho.
ano, a instituição e o fortalecimento dessas equi- pes vocacionais o trabalho vai continuar. Tanto com as equipes paroquiais, quanto com o Serviço de Animação Vocacional.
JORNAL PASTORAL: Como será o encerra- mento do Ano da Vocação Sacerdotal?
PADRE ▇▇▇▇▇▇: No encerramento do Ano da Vocação Sacerdotal serão realizadas duas grandes atividades. A peregrinação arquidiocesana ao San- tuário Nacional de Aparecida. No dia 13 de agosto, às 8h, nós teremos a celebração em Aparecida, en- cerrando, também, a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida às paróquias da Arqui- diocese. E no dia 15, data que se comemora os 50 anos de ordenação de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, nós teremos em Mariana, às 16h, a inauguração do Arquivo Eclesiástico Dom Oscar, agora em uma nova casa, e na igreja de São Pedro, às 19h, teremos a missa solene presidida por ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ com a partici- pação dos padres e bispos convidados.
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JORNAL PAS ORAL
notícias
AGOSTO | 2017
Arquidiocese de Mariana sedia 4º Congresso Filosofia Brasileira é tema de Colóquio
Estadual da Juventude Missionária
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A Faculdade ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ realiza, de 18 a 20 de outubro de 2017, o Colóquio Filosofia Brasileira Século
XIX. O evento, que dá continuidade aos debates iniciados em 2016 sobre o sentido da filosofia colonial a partir de manuscritos filosóficos ainda inéditos do Brasil Colonial, se dedicará ao es- tudo do século XIX a partir das lutas por independência, pela liberdade dos negros, analisando ainda o lugar da mulher na sociedade.
O Colóquio Filosofia Brasileira Sé- culo XIX contará com a presença de
▇▇▇▇▇▇▇▇ (UNIPTAN), ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇- ▇▇ (CEF), ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇’▇▇▇ (IFSRG), ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ (FDLM), ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇- ▇▇▇▇▇ (UNISINOS), ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇ (PUCRS), ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ (UFOP), ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ (FDLM), ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ (FDLM), ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ (FAJE), An- tônio ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ (UNINO- VE), ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ (IESMA), ▇▇▇▇ ▇▇▇▇ (IFMG) e ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇ (FDLM).
O evento desse ano ocorrerá no auditório do Hotel Providência, na ci- dade de Mariana/MG, entre os dias 18 e 20 de outubro. Para outras informa-
O ardor missionário aqueceu a
cidade de Mariana durante o 4º Con- gresso Estadual da Juventude Missio-
cia. “É importante incentivar a Igreja
em saída. Tirar a juventude das qua- tro paredes, da comodidade e seguir
professores e pesquisadores de várias
instituições como ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇
ções e inscrições: ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇@▇▇▇▇▇. com ou (▇▇) ▇▇▇▇-▇▇▇▇.
nária, entre os dias 14 e 16 de julho. O evento reuniu padres, religiosos e in-
o exemplo de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, de trazer as pessoas para o centro. Este é o desejo
Escola Diaconal promove retiro espiritual
tegrantes da Obra Missionária e teve como objetivo promover a formação continuada dos jovens missionários, bem como avaliar e planejar o cami- nho trilhado.
O encontro reuniu representantes de nove Dioceses do estado e se tor- nou um momento produtivo para a caminhada da Obra. “Vejo que a Ju- ventude Missionária do estado vem em um constante crescimento e que encontros assim se fazem necessários para que possam trocar experiências e se conhecerem pessoalmente, deixan- do um pouco de lado a amizade vir- tual”, explica ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, atual coor- denador da Juventude Missionária no estado.
Com momentos de formação, espi- ritualidade e vida de grupo, o congres- so proporcionou grande incentivo aos jovens, como destacou ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, da cidade de Mariana. “Foi uma expe- riência muito boa. Pude perceber que dificuldades vêm, mas Deus nos dá forças para lutar e vencer. Fiquei mui- to feliz. Saí de lá com a certeza que sou da Juventude Missionária”.
▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, da Arquidiocese de Olinda e Recife, conduziu a forma- ção sobre a experiência missionária e os princípios básicos da Obra Pontifí-
do Papa ▇▇▇▇▇▇▇▇▇”, afirma.
Padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, assessor do Conselho Missionário da Arqui- diocese de Mariana (COMIDI), viu o evento como uma forma motivacional para o protagonismo juvenil. “Os jo- vens devem se identificar como prota- gonistas e construtores de uma Igreja Missionária em saída. Em ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇- to, o jovem encontra a razão de suas vidas e partilham com as pessoas a certeza da presença do Senhor”.
Colocando em prática
Durante o encontro, os congres- sistas foram enviados em missão pela região. Uma experiência nova para alguns. “A ideia era proporcionar aos jovens de Minas uma maior vivência missionária. Algo que proporcione mudança interior”, explica ▇▇▇▇▇▇ ▇▇- niz, que já se prepara para a 1a Expe- riência Missionária de Minas Gerais. “Será em Santa Maria do Suaçuí, Dio- cese de Guanhães, região Leste do es- tado. Além do sonho de proporcionar um momento de espiritualidade para os jovens mineiros, esperamos que haja um maior contato entre os gru- pos”, destaca.
Com a colaboração de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇- ra, da Diocese de São João Del-Rey.
Em espírito de recolhimento e in- trospecção, 16 candidatos ao Diaco- nato Permanente participaram, nos dias 22 e 23 de julho, de retiro espi- ritual na casa da Teologia do Seminá- rio São José, em Mariana. Promovido pela Escola Diaconal São Lourenço, o evento reuniu também as esposas dos candidatos.
O encontro, que começou com momento especial de oração, seguiu com uma palavra de acolhida dirigida pelo padre ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, orientador do retiro. Também estive- ram presentes o presidente da Comis- são Arquidiocesana de Diáconos, diá- cono ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇. A temática Ma- riana envolveu todo o retiro, em que o
“sim de Maria” foi equiparado ao sim dado ao Serviço Diaconal, onde é fun- damental a dedicação absoluta à cons- trução do Reino de Deus.
Entre momentos em que os diáco- nos se colocaram em oração silencio- sa, padre ▇▇▇▇▇▇, refletiu sobre as “Bo- das de Caná”, em que a graça de Deus exige a importante iniciativa de "des- cruzar os braços" para colocar a mão na massa e encher as talhas de água para que o milagre da construção do Reino aconteça.
Para os participantes, o retiro foi "um tempo de parar e ouvir o que Deus quer nos falar".
Com a colaboração de ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇
ESCOLA DIACONAL
coordenação de pastoral
Fazendo obra de evangelista
Nossa Arquidiocese, com alegria, une-se ao seu arcebispo, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, para elevar a Deus a mais fervorosa ação de graças pelos 50 anos de sua ordenação sacerdotal, ce- lebrados em 15 de agosto. A vida e o ministério presbiteral de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ são dádiva divina não só para as dioceses que serviu, mas para toda a Igreja no Brasil, que o tem como refe- rência de pastor dedicado, liturgista exemplar e servidor abnegado.
Como pastor, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ prima pelo cui- dado de seu rebanho, desdobrando-se em aten- ção a todos. Extremamente organizado, sabe valorizar as instâncias de participação, numa demonstração de respeito profundo aos minis- tros ordenados, aos religiosos(as) e aos cristãos leigos e leigas. Impressiona sua capacidade de ouvir e de discernir, tomando as decisões de maneira colegiada, fazendo de nossa Arqui- diocese uma Igreja sinodal, como pede o Papa ▇▇▇▇▇▇▇▇▇.
Suas visitas pastorais, momento maior de sua proximidade com o povo de Deus, são marcadas pela espontaneidade e alegria, oportunizando me- lhor conhecimento das paróquias e de suas lide- ranças. Nessas ocasiões, arriscaria a dizer, é quan- do mais percebemos sua “obra de evangelista”.
Seu amor à liturgia vem da alegria de ser pas- tor. Responsável por esse Setor na CNBB por mui- tos anos, tornou-se referência de liturgista para a Igreja no Brasil. ▇▇▇▇▇▇, tranquilo e prudente, dá exemplo de como tornar a liturgia solene sem que isso signifique exuberância e luxo. Suas orienta- ções, precisas e seguras, apontam para uma liturgia que revela o mistério celebrado, ligando a fé com a vida. Animador de uma Igreja toda ministerial, incentiva as comunidades a celebrarem o Dia do Senhor sob a presidência dos leigos, numa de- monstração de reconhecimento da importância e do valor dos ministérios que a Igreja lhes confia. Ao mesmo tempo, tem especial atenção às voca- ções sacerdotais, com presença paterna em nossos
seminários.
Não passam despercebidos de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ o sofrimento e a luta dos mais pobres. É conhecido seu posicionamento profético e corajoso em rela- ção aos desmandos políticos, à falta de ética, à cor- rupção e a tantos outros sinais do antirreino, seja como presidente da CNBB, seja como arcebispo de ▇▇▇▇▇▇▇. O exemplo mais recente é sua posição cla- ra e firme na defesa dos direitos dos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos da Samarco Mineração, ocorrido em 5 de novembro de 2015, provocando o maior crime ambiental do Brasil e um dos maiores do mundo.
Há 50 anos, dos quais dez em Mariana, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ faz “obra de evangelista”, nutrindo aqui profundo respeito à vida e obra de ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, seu antecessor, ganhando, também por isso, toda nossa admiração. Obrigado, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, por sua obra de evangelista junto de nossa Igreja particular!
Pe. ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ Coordenador Arquidiocesano de Pastoral
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JORNAL PAS ORAL
notícias
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Perdoar e reconciliar
GIRO RÁPIDO
Romaria da Pastoral Afro-Brasileira
A Comissão de Articulação da Pastoral Afro-Brasileira na Arquidiocese de Mariana realizará a Romaria ao San- tuário de Nossa Senhora das Graças, em Urucânia, no dia 26 de novembro de 2017. A concentração será na Praça da igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Urucânia, a partir das 7h da manhã, com previsão de saída às 8h30 rumo ao Santuário, onde os grupos organizados serão aco- lhidos. A caminhada tem o objetivo de conscientizar a pre- servação da ancestralidade e a cultura afro-brasileira na ar- quidiocese. Confirmação de presença e mais informações podem ser feitas pelo email: ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇@▇▇▇▇▇.▇▇▇
Congresso Missionário
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"A alegria do Evangelho para uma Igreja em Saída".
Será promovido, no dia 19 de agosto, na Igreja do Carmo
– ▇▇▇ ▇▇▇▇ ▇▇▇, ▇▇▇, ▇▇ ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇, o Encontro Anual dos Ex-Participantes do Cur- so de Perdão e Reconciliação. O encontro, que terá o tema “Espere: Agente restaurativo no cotidiano”, é promovido pela Escola de Perdão e Re- conciliação, que no dia 15 de julho, trouxe à Arquidiocese de Mariana, o último módulo do Curso de Perdão e Recon- ciliação: fundamentos da jus- tiça restaurativa. O curso foi ministrado na Paróquia São Sebastião, em Conselheiro ▇▇▇▇▇▇▇▇. Vinte e oito pessoas, sendo 8 da região norte, 10 da região oeste, 6 da região sul e 4 da região leste, participaram dos quatro encontros durante os meses de junho e julho.
O curso
Nomeações e transferências
12 de julho de 2017
Depois de ouvir o Conselho Episcopal, o Senhor Arcebispo Dom ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ no- meou Pe. ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇, ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Piranga; Pe. ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, Pároco das Paróquias de São Caetano, em Monsenhor Horta e São Sebastião, em ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇; Pe. ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇, Páro- co da Paróquia de Santo Antônio, em Granada; Pe. ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, Diretor Espiritual Arquidiocesano do ECC; Pe. ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ e Pe. ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇, membros da Equipe de Formadores da Comunidade da Filosofia do Seminário São José.
O Senhor Arcebispo ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, na qualidade de Presidente da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana – FUNDARQ, tendo ouvido seu Conselho Curador, no uso de suas atribuições, de acordo com o Art. 17, IV, designou o Sr. Côn. ▇▇▇▇▇ ▇▇▇- ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, Diretor Executivo da referida Fundação, por um mandato de quatro anos.
16 de julho de 2017
Depois de ouvir o Conselho Episcopal, o Senhor Arcebispo Dom ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ no- meou Pe. Glauber ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo; Pe. ▇’▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, Pároco da Paróquia de São Pio X, em Barbacena; Pe. Oldair de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, Administrador Paroquial da Paróquia de São José, em Pedra Bonita, acumulando as funções de Pároco da Paróquia de São Domingos de Gusmão em Ribeirão de São Domingos.
Com a intenção de ensinar a administrar emoções e sen- timentos causados pela violên- cia, conflitos e desafios da vida cotidiana, o curso, que nor- malmente é aplicado em 10 dias, um para cada módulo, foi aplicado de forma intensiva, pelas facilitadoras Dalka Ma-
▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇ e ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇. Os en- contros aconteceram em duas paróquias da arquidiocese, São Sebastião, de Conselheiro La- faiete, e Sagrado Coração de Jesus, de Mariana.
Segundo ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ Ca- panema, as aulas ajudam a en- tender o perdão como cura in- terior “A metodologia ESPERE parte do princípio de que para você trabalhar de uma forma construtiva com os conflitos dos outros, você tem que estar harmonizado com os seus pró- prios conflitos. Para você ser um agente restaurador você precisa primeiro ser uma pes- soa restaurada”, explica. Padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, assessor da Pastoral Carcerária da Arqui- diocese de Mariana, reforça: “Em cada módulo refletimos sobre a superação dos conflitos íntimos. Se não tratarmos as feridas elas vão se acumulando no nosso interior, limitam nos- sa liberdade de viver humana- mente, transformam-nos em pessoas violentas justificadas. Não se trata de aplicar para os outros, mas primeiramente perceber e tomar consciência
de que o perdão e a reconcilia- ção consistem num processo, que se inicia dentro de si mes- mo, na restauração da própria vida para se chegar à verdadei- ra cultura de paz”.
Restauração
A participante ▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇ e ▇▇▇▇▇▇▇▇, represen- tante da arquidiocese na coor- denação colegiada da Pastoral Carcerária do Regional Leste 2, afirma que o curso deu a opor- tunidade de lidar com a con- dição de vítima e de opressor. “Acreditamos que através des- tes ensinamentos, nós, agentes da Pastoral Carcerária, viven- ciaremos, ainda mais a mise- ricórdia. Temos como utopia 'um mundo sem prisões', que- remos, portanto, a prática da Justiça Restaurativa em nossa Arquidiocese, seja nas escolas, nas Pastorais, nas famílias, no bairro, na catequese e em todo lugar que houver um filho de Deus”, afirmou.
Mais informações sobre o curso e a Espere podem ser obtidas pelo site do curso ▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇ ou pelo e-mail espere-bh@ ▇▇▇▇▇.▇▇▇.
Este é o tema do quarto Congresso Missionário Nacional, que acontecerá entre os dias 7 e 10 de setembro, em Recife (PE). A Arquidiocese de ▇▇▇▇▇▇▇ convida todas as paró- quias, representadas pelo Conselho Paroquial de Pastoral e expressões missionárias, a estudarem e a responderem as perguntas do texto base do Congresso. O material está dis- ponível no site da arquidiocese ▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇.▇▇ e as respostas devem ser enviadas para o e-mail comidiarq- ▇▇▇▇▇▇▇@▇▇▇▇▇.▇▇▇ até o dia 27 de agosto.
Universa Theologia
Estão abertas as inscrições para o exame de Universa Theologia, que será realizado nos dias 29 e 30 de novem- bro. O exame concede o grau acadêmico de Bacharel em Teologia aos seminaristas do 4º ano de Teologia do Institu- to Teológico São José. Para se inscrever o candidato deverá observar o disposto no Edital nº01/2017, preencher a ficha de inscrição e entregar na Secretaria do Seminário, além de efetuar o pagamento da taxa de participação no valor de R$752,50. Para mais informações entre em contato com a secretaria do Seminário São José nos telefones (▇▇)▇▇▇▇- ▇▇▇▇ ou ▇▇▇▇-▇▇▇▇ ou pelo e-mail ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇@▇▇▇▇▇.▇▇▇
Evangelização da Juventude
A Região Mariana Sul fará o lançamento e a divulgação do Projeto Arquidiocesano de Evangelização da Juventude (PAEJU) em cada uma de suas foranias com o objetivo de tornar concreta na Igreja a acolhida, o estímulo e a orien- tação às juventudes. Na forania de Barbacena, o evento denominado Jornada da Juventude acontece no dia 26 de agosto, com a caminhada saindo às 13h do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, e seguindo para o Instituto Federal de Educação e Tecnologia. Em seguida haverá missa e lançamento do projeto. Os interessados de- vem confirmar presença pelo telefone (▇▇) ▇▇▇▇-▇▇▇▇.
Congresso Mariano
O Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Se- nador Firmino, promove entre os dias 4 e 5 de agosto, o primeiro Congresso Mariano. O encontro é inspirado nas orientações de Dom ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, que pediu a todos para aprofundarem em estudos e reflexões sobre a importância da Virgem Maria na História da Salvação, na História da Igreja, na Liturgia e na Religiosidade Popu- lar. A programação completa está no site da arquidiocese, o valor da inscrição é R$ 20,00 (não incluso refeições) e pode ser feita pelo e-mail: ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇@▇▇▇▇▇.▇▇▇.▇▇ ou pelo telefone (▇▇) ▇▇▇▇-▇▇▇▇.
Romaria do terço dos homens
A cidade de Senador ▇▇▇▇▇▇▇ também recebe, no dia 6 de agosto, a primeira Romaria do Grupo do Terço dos Homens. A abertura será às 9h da manhã na Escola Mu- nicipal Padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇. Às 13h os romeiros sairão para o Santuário de Nossa Senhora da Conceição. O valor da inscrição é R$10,00. As dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (▇▇) ▇▇▇▇-▇▇▇▇ ou pelo e-mail senfirparoquia@ ▇▇▇▇▇.▇▇▇.▇▇
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omunhão e participação
JORNAL
PAS ORAL
AGOSTO | 2017
no caminho da fé
Tendo como base uma experiência cheia de êxito, o Plano Arqui- diocesano de Catequese da Arquidiocese de Mariana ganhou, neste ano, nova edição. Um trabalho feito pelas mãos da comunidade e
motivados pela fé em Jesus Cristo.
De mãos dadas
Quando enviamos um cartão postal, mesmo que isso hoje seja feito muito mais em ambiente virtual e em for- ma de selfies, estamos comprometidos com alguns pro- pósitos bem claros. Apresentar ao outro um lugar bonito, mostrar que estamos bem, desejar ao outro algo de bom, demonstrar ▇▇▇▇▇▇▇ deixando claro que não esquecemos daquela pessoa, mesmo estando distante. A ação vem sempre recheada de sentimentos bons compostos por aquilo que temos de melhor para oferecer e sempre tem um outro, que supomos estar pronto para receber nossa mensagem. É assim que a comunidade que forma a Ar- quidiocese de ▇▇▇▇▇▇▇ se sente em relação ao trabalho desenvolvido por toda a equipe que promove a catequese nas paróquias e comunidades arquidiocesanas. Tem na catequese e no Plano Arquidiocesano de Catequese um belo cartão postal.
A analogia fica ainda mais intensa quando pensamos no conteúdo daquilo que se quer apresentar neste “car- tão postal”: ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇. É como se cada um daqueles que se dedicam ao ofício da catequese estivessem man- dando um recado de como é bonito o lugar em que es- tão. Pensando no mundo moderno e suas tecnologias, a catequese na arquidiocese, materializada e organizada no Plano Arquidiocesano de Catequese, pode ser com- parada a uma selfie com Jesus. Uma selfie seguida de um convite: vem fazer uma selfie com a gente!
Contudo, há uma diferença que deve ser colocada. Ao contrário da instantaneidade contida nas selfies e nos cartões postais, a catequese arquidiocesana e seu planejamento, são feitos no dia-a-dia, com passos firmes e seguros. A nova edição do Plano Arquidiocesano de Catequese, que teve a finalização cuidadosa da Edito- ra Dom Viçoso lançada neste ano, foi debatida e orga- nizada durante oito longos anos. Segundo o arcebispo, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, que fez o texto de apresen- tação e participou dos trabalhos, os estudos e atividades voltados para a catequese têm que ser feitos com todo zelo e cuidado. “Descuidar da catequese, aqui entendi- da em toda sua latitude e profundidade, é descumprir o mandato de ▇▇▇▇▇: ‘Vão e façam que todas as nações se tornem discípulas’ (Mt 28,19). Por meio da catequese, permanente e universal, fazemos a experiência das pri- meiras comunidades que ‘eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos” (At 2,42), formando “um só coração e uma só alma’ (At 4,32).”
Em fevereiro de 2006, quando a primeira edição do Plano foi lançada, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ escreveu a sua apresen- tação e como o profeta que sempre foi, disse: “Trata-se de um trabalho benemérito e promissor. Representa o fruto da experiência dos grupos de catequistas e das reu- niões para intercâmbio. Abre perspectivas novas para um caminho seguro e permanente em nossas comuni- dades integrando a atuação das famílias e considerando
as crianças e adolescentes atuantes do próprio processo que perdurará ao campo da vida.”
Padre ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ acompanhou o trabalho de es- tudo e redação do Plano Arquidiocesano de Catequese desde o início dos trabalhos, ainda com ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇. Hoje é assessor da Catequese e um dos responsáveis pelo texto. Para ele, conseguiu-se depois de tanto tem- po, dar um rosto para o processo de formação cristã de jovens, adolescentes e adultos na Arquidiocese. “Hoje a iniciação da vida de fé está muito mais clara em nossa arquidiocese por causa do Plano Arquidiocesano, mas também por causa do material, dos subsídios produzi- dos nas nossas paróquias. O processo de formação dos catequistas também melhorou muito e temos muitos que têm mais clareza que a catequese não é somente a forma- ção para o sacramento, mas sim para a experiência da fé.” Segundo padre ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, apesar das qualidades,
há um problema a ser resolvido que está na formação das comunidades. “Acho que temos que avançar na for- mação de outros agentes de evangelização, não só dos catequistas. A comunidade como um todo é responsável pelo trabalho e esta parte da comunidade catequizadora, ou seja, a formação das nossas comunidades para que elas sejam formadoras, ainda é um desafio para nós. Tem ainda muito trabalho nesse sentido e o Plano nas- ceu para atender as duas vertentes. Tanto para formar os catequistas quanto as comunidades, além de dinamizar todo o trabalho de formação. O Plano sugere uma via de mão dupla: os catequistas ajudam a formar a comuni-
REPRODUÇÃO
dade que ajuda os catequistas no trabalho de formação”, explica ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇.
Olhando o Cartão Postal
O Plano de Catequese da Arquidiocese de Mariana foi elaborado pelos coordenadores e assessores arqui- diocesanos de catequese, com a ajuda preciosa dos co- ordenadores paroquiais e de todos os catequistas que acompanharam os encontros de formação, num total de aproximadamente 8.500 pessoas distribuídas pelas cinco regiões pastorais. Analisado pelo Conselho Arquidio- cesano de Pastoral, ele foi implantado gradativamente nas paróquias desde 2006 e hoje serve de modelo para várias dioceses e paróquias de outras regiões. “A nossa responsabilidade quanto à catequese na Arquidiocese de Mariana vai ficando cada vez maior. O nosso trabalho e o nosso material estão sendo vistos cada vez mais como referência na área não só para o Leste II. A última dio- cese que assumiu na íntegra o nosso trabalho foi a de Montes Claros e sempre tem uma paróquia ou diocese assumindo o nosso Plano. Então ficamos com uma res- ponsabilidade muito grande”, afirma o Coordenador Ar- quidiocesano de Catequese, padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇.
Ainda segundo padre ▇▇▇▇▇▇▇, essa responsabilida- de provoca também um movimento interessante dentro da Arquidiocese de Mariana. “Eu vejo que às vezes as pessoas de fora dão mais valor do que quem está den- tro. Não é que não estejamos dando o valor devido, mas creio que poderíamos valorizar e avançar mais ainda.
BRUNA SUDÁRIO
AGOSTO | 2017
Por exemplo, na questão colocada pela CNBB de iniciação cristã. Nós avançamos pouco no que se re- fere à iniciação cristã, temos muito ainda a fazer na
O documento oferece novas disposições pasto- rais para a iniciação à vida cristã, presente nas Di- retrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011.
JORNAL PAS ORAL 7
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▇▇▇▇ mandou seus discípulos ir por todo mundo fazer discípulos (cf. Mt 28,19). Aqueles que se tornavam discípulos se
aplicação do material. Estamos amadurecendo, mas não podemos nos contentar. Acho que a nossa horta está boa, mas ficamos de olho na horta do vizinho. É normal que isso aconteça, mas é importante a gente usar nossos frutos.”
O Plano Arquidiocesano de Catequese tem como objetivo geral ampliar o conceito de catequese em sintonia com a proposta de Iniciação Cristã da CNBB, de modo a atender os diversos grupos, pas- torais e faixas etárias em um programa de evange- lização abrangente e acolhedor, levando as pessoas ao conhecimento de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ e a uma verdadeira experiência religiosa na comunidade e na Igreja. Um dos objetivos do material é promover uma catequese de inclusão, aberta aos diversos grupos sociais, com especial atenção aos pobres, marginalizados, pesso- as com deficiência e também os jovens. “O Regional Leste II da CNBB tem avaliado muito positivamente o nosso material e outras dioceses estão assumindo integralmente o nosso programa. Acredito que um dos pontos positivos para que eles assumam de for- ma direta o nosso Plano é que não fizemos um tex- to engessado como se faz em um manual. Nós não dizemos para o catequista que deve fazer de uma forma determinada. Damos pistas para explorar a criatividade do catequista. Alguns avaliam o material como difícil de aplicar, mas é porque ele apresenta pistas e o catequista só consegue aplicar o material se estudar. O caminho é de cada um e isso facilita a utilização em locais com características diferentes”, explicou ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇.
Documento da CNBB já está pronto
CNBB
Aprovado pela 55a Assembleia Geral da CNBB, o texto “Iniciação à vida cristã: itinerário para for- mar discípulos missionários” recebeu o número 107 da coleção azul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Aos catequistas e responsáveis pela animação pastoral das dioceses e comunidades também está disponível um material com slides para trabalhar o texto.
Para os bispos, a dedicação em torno da temática revela o propósito de “buscar novos caminhos pas- torais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual”. Ela permitirá formar discípulos conscientes, atuantes e missionários.
“A vida cristã é um novo viver que requer um pro- cesso de passos de aproximação, mediante os quais a pessoa aprende e se deixa envolver pelo mistério amoroso do ▇▇▇, pelo Filho, no Santo Espírito. Ela desperta para novas relações e ações, transformando a vida no campo pessoal, comunitário e social. Essa verdadeira transformação se expressa através de sím- bolos, ritos, celebrações, tempos e etapas”, escreveu o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, na apresentação do documento.
Para dom ▇▇▇▇▇▇▇▇, o texto “expressa o cami- nho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus e pelo Documento de Aparecida, aprovado pela V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada há 10 anos. “Assumindo sempre mais as orientações de Aparecida e do Papa ▇▇▇▇▇▇▇▇▇, nossas igrejas particulares, nossas comu- nidades, nossas famílias e todas as pessoas batizadas serão testemunhas da alegria do Evangelho”, acredita dom ▇▇▇▇▇▇▇▇.
Seforc 2017
Com o objetivo de aprofundar a formação e me- lhorar o trabalho desenvolvido pela catequese da Ar- quidiocese, cerca de 80 catequistas participaram do que foi chamado de “Bodas de Prata” da formação de catequistas. A 25a Semana de Formação de Cate- quistas teve como sede o Instituto de Filosofia do Se- minário São José, em Mariana, e foi promovida entre os dias 17 e 21 de julho. Além de aprofundarem os estudos sobre liturgia, os participantes festejaram os vinte e cinco anos de formação. “A Seforc tem agora 25 semanas de formação. Tiramos a segunda-feira para recuperar a nossa história com as pessoas que ajudaram a construir este tempo, lembrar e home- nagear. É importante festejar este momento. A partir disso, passamos à formação na área de liturgia que foi o tema escolhido para este ano. Estudamos todos os cadernos de formação litúrgica durante o encon- tro”, explica o coordenador Arquidiocesano de Cate- quese, padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇.
Durante o encontro, foi lançado o livro “História da Catequese na Arquidiocese de Mariana”, escrito pelo padre ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇. O livro, que traz da- dos históricos sobre a Arquidiocese e sobre sua or- ganização pastoral, conta, por meio de fotos e textos, a história dos encontros e debates sobre a catequese na arquidiocese, com destaque para os cadernos de formação e os primeiros passos na direção do Plano Arquidiocesano de Catequese.
SEFORC
tornavam também fazedores de discípulos. Para o Documento de Aparecida estas pessoas são chamadas discípulos missionários.
O catequista é alguém que se sente chamado por Deus e se coloca a caminho. No caminho, o discípulo missionário se forma entre os desa- fios e as conquistas. Assim foi com o Povo de Deus no deserto. No caminho, o catequista en- contra outros que também querem caminhar.
O Espírito Santo é sempre invocado na As- sembleia Geral dos Bispos no Brasil. Guiados pelo Espírito, os Bispos na 55a Assembleia Ge- ral (2017), tomaram o texto da Samaritana para início do Documento 107, “Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos mis- sionários”. É muito interessante notar o valor formativo dos seis passos no episódio de ▇▇▇▇▇ e a Samaritana (cf. Jo 4).
O primeiro passo foi o encontro. Quem foi ao encontro de quem? Quando a Samaritana chegou ao poço ▇▇▇▇▇ já estava lá. Ele foi ao en- contro dela ou ela foi ao encontro dele? Na ca- tequese recomendamos que o catequista, como discípulo missionário, vá ao encontro do cate- quizando. ▇▇▇▇▇ chegou primeiro e esperou por ela. O catequista vai ao encontro do catequizan- do esperando que ele aceite caminhar junto.
No segundo passo, tendo se encontrado, catequista e catequizando empreendem a cami- nhada. “Caminhar é preciso!” Há uma necessi- dade: água pra beber. Há uma grande necessi- dade: vida plena. A necessidade gera a busca, a procura. A Samaritana buscava água todos os dias, mas em seu coração havia uma busca da água viva. Às vezes, na vida a gente sente que falta alguma coisa e a gente não sabe o quê. Je- sus é a Vida em plenitude: só Ele pode satisfazer todas as buscas de todas as pessoas.
O terceiro passo mostra o colocar-se a ca- minho da fonte. ▇▇▇▇▇ é a fonte da água viva. Catequista e catequizando caminham juntos. Nunca ninguém é pleno de vida até que se en- contra, de forma definitiva, com o autor da Vida (cf. 1Cor 13,11; 1Jo 3,1-2). O Senhor sempre se põe a caminho com aqueles que o buscam (cf. Mt 18,20; Lc 24,15).
No quarto passo acontece a revelação. Tal- vez esta revelação se dê no quarto encontro, tal- vez no quarto mês e, às vezes, no quarto ano de caminhada. Não importa. O tempo é de Deus, a hora da graça vai chegar para todos os que a procuram (cf. Is 65,1; Mt 7,7-8). Um dia o Se- nhor dirá: “hoje devo ficar em sua casa” (cf. Lc 19,5).
No quinto passo o catequizando já está ansioso para ir ao encontro do outro. O cate- quizando que um dia foi encontrado, hoje quer encontrar outros e caminhar com eles. Todos que se tornam discípulos e se tornam também fazedores de discípulos. Chama outros: “vinde ver” (cf. Jo 1,35-42). A comunidade dos fazedo- res de discípulos é nossa outra família! Como é agradável os irmãos viverem unidos.
No sexto passo o discípulo missionário tem certeza que está no Caminho e se torna intro- dutor de outros no Caminho (At 24,14). ▇▇▇▇▇ é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). O caminho é longo, há muitos à sua espera. O mundo carece de caminheiros que se unem em busca do ▇▇▇▇▇▇▇. “Meu irmão e minha irmã, por que vocês ficam aí parados, olhando para o céu?...” (At 1,11).
Padre ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ do Norte, MA
Discípulos fazendo discípulos
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JORNAL PAS ORAL
igreja no brasil e no mundo
AGOSTO | 2017
CNBB cria Grupo de Trabalho específico para analisar impactos da mineração no Brasil
Reuniu-se, pela primeira vez, no mês de julho, no Centro Cultural Mis- sionário (CCM), em Brasília-DF, o Grupo de Trabalho (GT) da Mineração, criado pelo Conselho Permanente no âmbito da Comissão Episcopal Pasto- ral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
De acordo com o assessor da comis- são, ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, a reunião teve como objetivo “conhecer a realidade da mineração e das mineradoras no Bra- sil e seus impactos, além de estruturar o GT para que a Igreja do Brasil tenha uma ação articulada diante dessa temá- tica”.
Segundo o bispo de Viana (MA), recém destacado como presidente do GT, dom ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, há um
projeto do capital internacional para o qual o Brasil está colocado como o país da matéria prima que deve ser ex- plorado. O religioso disse que grandes empresas estão vindo para o Brasil ex-
▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇
plorar nossos minérios, com o aval do Governo Federal, sem levar em conta as comunidades tradicionais e os povos que habitam os territórios.
“Percebemos um movimento do go-
verno Federal no sentido de quase que liberar geral para que as empresas pos- sam usufruir ao máximo dos bens do subsolo brasileiro. Esta não é uma rea- lidade nova, mas que a Igreja no Brasil precisa ter uma outra visão porque im- pacta diretamente a vida dos pobres e comunidades”, concluiu dom ▇▇▇▇▇▇▇▇▇. Além do caráter de aprofundamen-
to da realidade, o GT estabeleceu suas prioridades, ações e agenda de ativida- des. Entre as prioridades, está o mape- amento das regiões que mais sofrem os impactos da mineração, bem como os grupos que já atuam na área. O GT tam- bém buscará publicar textos e materiais mais robustos e incisivos para mobilizar e dar visibilidade ao tema junto à Igreja no Brasil. A próxima reunião está mar- cada para dezembro deste ano.
▇▇▇▇▇▇▇▇▇ presta homenagem a padre ▇▇▇▇▇
O Papa ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ prestou home- nagem ao padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, as- sassinado há um ano por extremistas islâmicos na França, postando uma foto em sua conta na rede social Ins- tagram.
A foto é acompanhada por uma mensagem, em seis línguas, para os mais de 4 milhões de seguidores da conta ‘@▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇’: “Hoje recorda- mos Padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ que, como muitos outros mártires do nosso tempo, dedicou a sua vida ao serviço dos outros”.
REPRODUÇÃO
A imagem escolhida evoca a Mis- sa que o Papa celebrou em 14 de se- tembro de 2016, no Vaticano, na qual disse que o padre ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ é um “mártir”, considerando “satâni- co” matar em nome da religião. O
sacerdote octogenário foi morto por fundamentalistas islâmicos que to- maram reféns na igreja de Santo Es- ▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, próximo de Rou- en, norte da França, antes de serem abatidos pelas forças policiais, em 26 de julho de 2016.
▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, bis- po de Rouen, presidiu, no dia 26 de julho, Missa na pequena localidade onde o padre foi assassinado, com a participação de centenas de pessoas, afirmando que "o ódio não venceu e não vencerá". No final da celebração foi inaugurada uma placa em memó- ria do sacerdote assassinado, coloca- da na praça da sua paróquia.
Com informações da Rádio Vati- cano
CNBB promove encontro com universitários cristãos
Entre os dias 7 e 10 de setem- bro de 2017, acontecerá em Manaus (AM), o IV Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC). O evento promovido pelo Setor Uni- versidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem como objetivo principal reunir representantes da comunidade universitária de todo o Brasil, a fim de promover a reflexão, partilha e articulação da ação evan- gelizadora no ambiente do ensino superior.
O tema central será “Presença Cristã na Universidade: identidade, pluralidade e diálogo”. O encontro contará com uma conferência prin- cipal, mesa de discussão, grupos de
discussão simultâneos, pôster de ex- periências positivas, oficinas de de- senvolvimento pastoral, vivência do projeto Universitários Missionários na Amazônia e dinâmicas.
Para o IV EBRUC, serão aceitos trabalhos em formatos de Oficinas de Desenvolvimento Pastoral (ODP), e Pôsteres de Experiências Positivas (PEP), nos moldes estabelecidos no presente edital. O edital pode ser en- contrado no site Universitários Cris- tãos (▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇.▇▇). As inscrições podem ser reali- zadas até o dia 10 de agosto. O in- vestimento é de R$ 150,00. O valor concederá ao participante receber o material do encontro, participar in- tegralmente das atividades do even- to, receber certificado de participa-
ção, chancelado pela Universidade Católica de Salvador, ter direito à ali- mentação e deslocamentos referen-
REPRODUÇÃO
tes às atividades, dentro do evento. Informações e inscrições podem ser feitas no site da CNBB (▇▇▇▇.▇▇▇.▇▇).
AGOSTO | 2017
formação continuada
JORNAL
PAS ORAL
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Metodologia Pastoral
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uando falamos em plane- jamento e metodologia do trabalho pastoral, não
devemos pensar em uma grande em- presa, um negócio ou um projeto que precisa ser executado, mas nas nossas ações do dia a dia, dentro da comuni- dade. Uma luz para esta questão vem nas palavras de Cristo a seus apóstolos: “Pois, qual de vós, pretendendo cons- truir uma torre, não se assenta primei- ro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluí-la? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este ho- mem começou a construir e não pôde acabar” (Lc 14, 28-30).
O processo de evangelização é con- duzido pelo Espírito de Deus e ganha constantemente novos métodos, novas formas, buscando atualizar-se no tempo e no espaço. A ação pastoral é sustentada pelo Espírito Santo, mas não deixa de ser uma ação humana, sujeita às contingên- cias de qualquer ação. Por isso é preciso ser pensada, refletida e rezada. A pasto- ral, como processo, implica uma conver- são contínua ao modo de ser e de agir de ▇▇▇▇▇. A espiritualidade cristã é a alma da pedagogia da ação pastoral.
A Igreja afirma que o testemunho de comunhão fraterna é a principal for- ma de evangelizar (▇▇▇▇ ▇▇▇▇-▇▇▇▇, nº 54). Ou seja, o primeiro meio de anunciar o Evangelho de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ é o nosso testemunho de vida fraterna, de comunhão, de serviço aos pobres, de amor: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (▇▇. 13,35). Isso não dispensa, porém, os meios e técnicas que temos à disposição e devemos utilizar para que o Evangelho chegue a todos.
Uma vez pensado o planejamento pastoral, é necessário que o grupo ou a comunidade tenha claro o caminho a percorrer, os meios e instrumentos ade- quados para atingir o objetivo proposto para a ação pastoral. A isso nós chama- mos de metodologia pastoral.
MÉTODO VER, JULGAR, AGIR
Método é caminho para se chegar a algum lugar. É meio para se alcançar um determinado fim. Nem todo cami- nho leva a determinado lugar, como não é qualquer meio que permite alcançar o objetivo desejado. Um método antie- vangélico, por exemplo, não serve para alcançar um fim evangélico. Atualmen- te, o método mais conhecido e usado, inclusive nos documentos da Igreja, é o método do ver, julgar e agir (a que alguns ainda acrescentam rever e celebrar).
Este método foi elaborado pela car- deal ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, fundador da Ju-
apresentado ao Papa ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇. Quan- do o Papa publicou a encíclica Mater et Magistra, em 15 de maio de 1961, observava que, "para levar a realizações concretas os princípios e as diretrizes sociais, passa-se ordinariamente por três fases": primeiro, o "estudo da situação"; em segundo lugar, a "apreciação da mes- ma à luz desses princípios e diretrizes"; em terceiro, o "exame e determinação do que se pode e deve fazer para aplicar os princípios e as diretrizes à prática". Esses "são os três momentos que habi- tualmente se exprimem com as palavras seguintes: ver, julgar e agir", continuava a encíclicaI. Desde então, o método ver-
-julgar-agir foi reconhecido e adotado por toda a Igreja.
VER: O primeiro passo para a elabo- ração de um plano pastoral é ter os pés fincados na realidade. Todo o processo de evangelização deve estar alicerçado sobre a realidade ou será apenas um fogo de palha, que logo se apaga. Por realidade entende-se, primeiro, a situ- ação social, depois a eclesial, dado que a Igreja está dentro do mundo, sempre procurando ir às causas dos problemas. Como se trata de uma apreensão da realidade, em vista de sua transforma- ção, procura-se colocar em evidência, sobretudo, suas contradições com a mensagem cristã.II É um olhar crítico e concreto a partir da realidade da pessoa, dos acontecimentos e dos fatos da Vida. É conhecer e analisar criticamente a rea- lidade social em que vivemos, com seus condicionamentos econômicos, socio- culturais, políticos e religiosos.III
JULGAR: Muitos preferem usar o termo ILUMINAR. Aqui se faz um con- fronto entre a realidade e o Projeto de Deus. Conhecida a realidade, é preciso ter o olhar fito no horizonte, para onde
contraditória e dura que seja, não nos condena ao derrotismo e ao conformis- mo. Os que caminham na fé contam com a esperança. Em pastoral, isso significa saber-se acompanhado e interpelado por Deus, que vai à frente mostrando o caminho, em meio à ambiguidade dos acontecimentos e à opacidade dos fatos. É o momento de escutar a Palavra de Deus.IV Implica a reflexão e o estudo que iluminam a realidade, questionando-
-a pessoal e comunitariamente. Ilumi- nados pelo Espírito Santo, na acolhida da Palavra de Deus e na fidelidade aos ensinamentos da Igreja, encontramos a capacidade de questionar a realidade e buscar forças para transformá-la.V
AGIR: Do confronto entre a realida- de e o Projeto de Deus brota o diagnósti- co da comunidade. Aqui já se pode iden- tificar o que contribui e o que impede o alcance do objetivo proposto, o que aju- da e o que impede de transformar a re- alidade. Devem ser elaborados critérios de ação, que buscam operacionalizar os objetivos propostos. Duas necessidades surgem: a) Identificar as linhas de ação, o caminho a tomar e deixar claro aonde se quer chegar; b) Traçar as estratégias ou formas de ação para caminhar. É o momento de tomar decisões, orientan- do a vida na direção das exigências do Projeto de Deus. É o tempo de vivenciar e assumir conscientemente o compro- misso e dar as necessárias respostas para
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a renovação da Igreja e a transformação da realidade. O agir é compromisso de viver como irmãos, promover integral- mente as pessoas e as comunidades, servir aos mais necessitados, lutar por justiça e paz, denunciar profeticamente e transformar evangelicamente as estru- turas e as situações desumanas, buscan- do o bem ▇▇▇▇▇.▇▇
“A ação pastoral, além da exigên- cia de uma ação pensada, é uma ação rezada. Não há pastoral sem Espírito Santo, da mesma forma que não há pla- nejamento eclesial sem espiritualidade e sem mística. No planejamento, a técnica é mero meio, que só ajuda quando for canal da comunicação de Deus no Es- pírito. E não há outra forma de fazê-lo, a não ser pela oração e pela retidão de consciência, que consiste em escutar a voz de Deus na oração e na contempla- ção e, em tudo o que se faz, colocar-se na presença dele, para fazer a sua vontade. O "piloto" da pastoral é o Espírito San- to; a comunidade e seus membros são o copiloto”.VII
Referências:
I Encíclica Mater et Magistra, 235
▇▇▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇/.../▇▇▇▇▇▇-
LOGIA-PASTORAL
III Diretório Nacional de Catequese, 158
▇▇▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇/.../▇▇▇▇▇▇-
LOGIA-PASTORAL
V Diretório Nacional de Catequese, 159
VI Diretório Nacional de Catequese, 160
▇▇▇▇▇▇.▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇.▇▇▇/.../▇▇▇▇-
1. A ação pastoral de sua comunidade é uma ação planejada com a parti- cipação de todos? Os meios utilizados levam em conta a realidade?
2. Como fazer um planejamento pastoral, com métodos adequados, que deem uma resposta às necessidades mais urgentes da comunidade?
Para refletir com seu grupo ou equipe pastoral
DOLOGIA-PASTORAL
Pe. ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇
ventude Operária Católica (JOC), e
se quer caminhar. A realidade, por mais
Paróquia de Santo Antônio, Presidente ▇▇▇▇▇▇▇▇▇
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JORNAL PAS ORAL
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Vamos celebrar!
Padre ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇
Paróquia do B
om Pastor, Barbacena, MG
13 de agosto - 19º Domingo do Tempo Comum
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A Palavra de Deus apresenta a manifestação de Deus ao profeta ▇▇▇▇▇ e aos discípulos de ▇▇▇▇▇, para que vençam o medo e continuem a missão. A fé não elimina o medo, nem a dúvida, mas impede que as adversidades abalem nossa confiança.
O mistério celebrado nos insere na Páscoa de Cristo que diante dos perigos, tribulações e dificul- dades do dia-a-dia, nos impulsiona para uma rela- ção de confiança em Deus. Livres do medo e da aco- modação, confessamos confiantes, como discípulos: “Tu és, verdadeiramente, o filho de Deus!” e nos en- tregamos totalmente a Ele para realizar, corajosos, seu plano de amor.
A Celebração: 1. É importante tomar consciência de que não celebramos um tema, mas uma pessoa, ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇. Porém, as celebrações da comunidade não podem ficar alheias ao tema escolhido para o Mês Vocacional: “A exemplo de ▇▇▇▇▇, discípulos missionários”. “Eis-me aqui, faça-se...” (Cf. Lc.1,38), através do qual a Igreja busca motivar as comunida- des para a oração pelas vocações nas comunidades, paróquias e dioceses, além de conscientizar ao cha- mado de servir a Igreja. Iniciando a semana da famí- lia, rezamos de maneira especial pelos pais. 2. Após o ensaio dos cantos, antes de iniciar a procissão de entrada, a pessoa que anima convida a assembleia a um momento de silêncio e oração pessoal, entran- do de “coração” na ação celebrativa. 3. Valorizar o
gesto de acolhida, apresentando as pessoas novas, os visitantes. Neste domingo ressaltar a presença dos pais e a participação deles nos vários momentos e serviços da celebração, apresentando ao Senhor, sua vida e sua missão. 4. No momento do sentido litúrgico, fazer a recordação da vida, lembrando-
-se de pessoas que movidas pela fé, enfrentaram o medo e contribuíram para tornar o mundo um lu- gar melhor (escolher apenas um e não ultrapassar quatro minutos). 5. A 1a leitura poderá ser contada, assim como o evangelho. 6. Após a proclamação do evangelho, repetir com a assembleia as frases: “Co- ragem! O Senhor está conosco! Não tenham medo!” em seguida cada pessoa poderá repeti-las para as pessoas mais próximas, com um gesto fraterno.
7. Na homilia, quem preside ajude a assembleia a identificar “o vento, as ondas, as tempestades” que ameaçam hoje o barquinho de nossas fa- mílias e comunidades e qual a boa notícia que o evangelho de hoje traz para esta realidade. 8. Na resposta às preces dos fiéis, pode-se retomar a súplica de ▇▇▇▇▇: “Senhor, salva-nos!” 9. No final da celebração ou no momento Pós-comunhão, fazer uma bonita homenagem para os pais. 10. Ini- ciando a semana da família, nos avisos finais moti- var e convocar para as diversas atividades. Dar uma benção especial para as famílias presentes.
20 de agosto - Solenidade da Assunção de ▇▇▇▇▇
(Substituindo o 20º Domingo do Tempo Comum)
A festa que hoje celebramos, recebeu o nome dormição (passagem para ou- tra vida), no inicio do século IV e mais tarde Assunção.
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A Palavra de Deus nesta solenidade, através do livro do Apocalipse, ajuda-nos compreender que ▇▇▇▇▇, primeira discípula e serva do Senhor, deve nos inspirar na missão de fazer Cristo nascer para um mundo dilacerado pelo mal.
O mistério celebrado: Todo domingo é Páscoa do Senhor, porque em cada domingo nos encontra- mos para celebrar o memorial de sua vida, morte e ressurreição. Em cada encontro contemplamos e experimentamos um aspecto desta sua presença. A solenidade da Assunção da Virgem Maria nos insere na celebração da Páscoa de Cristo, dando graças ao Pai que a exaltou. Nela, a “primeira da fila”, revelou o seu projeto de amor. Com a Virgem ▇▇▇▇▇, espelho da humanidade, cantemos a esperança dos pobres e pequenos, a quem Deus liberta e exalta em sua gran- de misericórdia.
A Celebração: 1. As celebrações da comunidade não podem ficar alheias ao Mês Vocacional, através do qual a Igreja busca motivar as comunidades para a oração pelas vocações, além de conscientizar ao chamado de servir a Igreja. Rezemos de maneira es- pecial pelos religiosos(as). 2. Ao preparar a celebra- ção, ter presente que por maior que seja o nosso cari- nho com a Virgem ▇▇▇▇▇, ela é modelo de fidelidade a Deus, o Todo Poderoso, que ocupa lugar Absoluto em nossa vida. 3. Na organização do espaço litúrgi- co, sem tirar o foco da mesa da Palavra e do Altar, colocar um painel, ícone ou imagem de ▇▇▇▇▇, com
uma frase chave do Evangelho de hoje à escolha da equipe e fotos de religiosos(as) que desempenharam papel importante na vida da comunidade local ou, estampas de santos religiosos (as) que contribuíram de maneira singular, com a missão evangelizado- ra da Igreja. Outra opção é trazer na procissão de entrada, um ícone, imagem ou estampa da Virgem ▇▇▇▇▇, colocá-lo(a) em lugar devidamente prepara- do e incensá-lo(a). 4. Após o ensaio dos cantos antes de iniciar a procissão de entrada, a pessoa que ani- ma, convide a assembleia a uma oração pessoal. 5. Fazer uma acolhida fraterna das famílias, hoje, dá-
-se o encerramento da Semana Nacional da Famí- lia. 6. A primeira leitura seja proclamada por uma mulher. Se possível, contada de cor. Durante as três leituras, uma família segura velas acesas ao redor da Mesa da Palavra. 7. Durante o canto do Salmo 44 (45), um grupo de jovens faz uma dança litúrgica ou expressão corporal alegre e orante. 8. O Evangelho pode ser cantado ou encenado. 9. No momento das preces comunitárias, lembrar-se das famílias e dos religiosos(as) que trabalham ou já trabalharam na comunidade. 10. Ligando a Mesa da Palavra à Mesa Eucarística, no momento Pós-comunhão, cantar o “Magnificat”. 11. Encerrando a Semana Nacional da Família, dar uma bênção especial às famílias presen- tes (ver sugestões no Ritual de Bênçãos). Na Bênção final utilizar a fórmula solene das Festas de Nossa Senhora (Missal Romano, p. 527 n. 15).
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JORNAL PAS ORAL 11
27 de agosto - 21º Domingo do Tempo Comum
A Palavra de Deus apresentando a fé de ▇▇▇▇▇, nos motiva a renovarmos nossa adesão a ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇- to, compreendendo quem é o filho de Deus. Mostra que temos sempre que nos perguntar: Quem é ▇▇▇▇▇ para mim? Uma resposta coerente e sincera nos aju- dará a rever nossas atitudes diante dele.
O mistério celebrado nos ajuda recordar o sen- tido de nossa missão. Insere-nos na Páscoa de Cris- to que se revela de modo especial naqueles (as) que profundamente confessam sua fé e se tornam tes- temunhas do Reino. Contemplando a presença do Senhor Ressuscitado em nossa comunidade somos convidados a fazer dele modelo a ser seguido: em sua doutrina, critérios e conduta.
A Celebração: 1. É importante tomar consciência de que não celebramos um tema, mas uma pessoa, ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇. Porém, que as celebrações não fiquem alheias ao Mês Vocacional, através do qual a Igreja busca motivar as comunidades para a oração pelas vocações, além de conscientizar ao chamado de ser- vir a Igreja. Rezemos de maneira especial pelos cate- quistas. 2. Após o ensaio dos cantos antes de iniciar a procissão de entrada, a pessoa que anima, convide
a assembleia para um momento de silêncio e oração pessoal. 2. Na organização do espaço litúrgico, sem tirar o foco da mesa da Palavra e do Altar, destacar o círio Pascal e o ícone do Senhor. 3. No início da litur- gia da Palavra é bom entoar um refrão que convide a assembleia a escutar a Palavra de Deus. 4. Após cada leitura, poderá ser feito um instante de silêncio e após, o Ministro da ▇▇▇▇▇▇▇ retoma a frase mais forte do texto. 5. É importante entoar o salmo de maneira mais expressiva possível, valorizando o ministério da (o) salmista e a participação ativa da assembleia que tem o direito de participar cantando o refrão. 6. Após a homilia, a comunidade faz a profissão de fé, diante do círio Pascal aceso ou do ícone do Senhor, cantando o refrão: “Tu és Senhor, o meu Pastor, por isso nada em minha vida faltará...” 7. Valorizando de modo especial a missão das (os) catequistas e de to- das as pessoas que se dedicam à ação evangelizadora em nossas comunidades, destacar sua presença. Eles (as) poderão renovar o seu compromisso na tarefa evangelizadora. A assembleia acompanha, pedindo o dom do Espírito e estendendo a mão direita sobre
o grupo de catequistas. 8. Após a Oração depois da
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comunhão, o (a) coordenador (a) do CPP em bre- ves palavras (cuidado para não se tornar mais uma homilia), retoma o tema escolhido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para o Mês Vocacional 2017: “A exemplo de ▇▇▇▇▇, discípulos missionários”, tendo como lema: “Eis-me aqui, faça-
-se...” (Cf. Lc.1,38), fazendo uma síntese do que sig- nificou o MÊS VOCACIONAL para a paróquia. 9. Fazer uma homenagem aos catequistas e também um envio especial para eles e para a comunidade, à missão de anunciar o Evangelho, a Boa-Nova da vida e esperança. 10. O Ritual de Bênçãos traz uma celebração referente à catequese, na página 133, que pode oferecer elementos para a benção final.
3 de setembro - 22º Domingo do Tempo Comum
REPRODUÇÃO
A Palavra de Deus mostra que havia dificuldades com o tipo de Messias que é ▇▇▇▇▇, pois conservavam a imagem do Messias Glorioso, que arrasaria todos os inimigos. ▇▇▇▇▇ esclarece que assim como Jere- mias prefigurou, Ele o Messias, aceita a missão de testemunhar a verdade até o fim.
O mistério celebrado nos insere na Páscoa de ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇, para experimentarmos mais profunda- mente o despojamento com o qual Deus se aproxima de nós, especialmente nos sinais da Palavra e da Eu- caristia, para descobrirmos nessa entrega o grande segredo do seu amor. Renunciando a nós mesmos, deixemo-nos conquistar por este projeto de vida exigente, correndo o risco de perdermos a vida por causa do Evangelho.
A celebração: 1. No Brasil este mês é dedicado à Palavra de Deus. A CNBB como proposta de es- tudo, escolheu a carta de São Paulo aos Tessaloni- censes e como tema: “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1 Tes 2,8). É importante tomarmos
consciência que o mês da Bíblia foi criado para apro- fundamento de um livro da Bíblia Sagrada, cabendo, portanto ao Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) envolver todos nesta tarefa. Reafirmo, celebramos o Mistério Pascal de Cristo e não um tema. Por mais importante que seja, cuidado para não instrumenta- lizar a celebração com o debate de um tema. A Pas- toral Litúrgica, através das equipes de celebração, tem a função porém de trazer as ressonâncias do estudo da carta aos Tessalonicenses para a celebra- ção. 2. Na organização do espaço litúrgico destacar a Cruz. Nesta semana, comemoramos o dia da Pátria e damos nosso grito de liberdade e soberania. Te- nhamos presente que dizer “sempre foi assim”, não resolve nada e atrasa o progresso possível e desejado por Deus. O jeito de fazer a vida “render” é gastá-la num projeto que a faça valer a pena. 3. O sinal da cruz no início da celebração poderá ser cantado. 4. Preparar o Ato Penitencial, suplicando a Deus a con- versão do coração, pelas vezes que, enquanto Igreja, visamos mais a manutenção de frias estruturas, do que o serviço às pessoas. Tomar cuidado para não cair no moralismo. 5. Preparar com especial esmero a Mesa da Palavra, de onde proclamamos as leituras, cantamos o salmo, o Evangelho, a profissão de fé e as preces dos fiéis. 6. Preparar a procissão com o Lecio- nário no início da liturgia da Palavra, acompanhada
de flores, tochas ou velas, incenso, enquanto se canta um refrão ou canto apropriados. 7. Antes da 1º leitu- ra caberia bem o refrão: “Que arda como brasa, tua Palavra nos renove, esta chama que a boca procla- ma...”. 8. Proclamar bem as leituras. Os textos da 1º e 2º leituras são apropriados para serem proclamados de cor. 9. Terminar a homilia, erguendo solenemen- te a cruz, enquanto a comunidade, renovando sua fé, canta: “Nossa glória é a cruz...” ou “Ninguém te ama, como Eu, olhe pra cruz, foi por ti, porque Te amo...”. 10. ▇▇▇▇▇ as preces diante da cruz. 11. Cui- dar para que a liturgia Eucarística se expresse como memória do dom que ▇▇▇▇▇ fez da própria vida. A oração Eucarística deve receber um maior destaque, valorizando-se o canto, os gestos, a voz e as atitudes: de quem preside, dos que exercem algum ministé- rio e da assembleia. No momento Pós-comunhão repetir a 2º leitura (Rm 12,12), que é um convite para oferecer a Deus um sacrifício vivo, um culto espiritual, santo e agradável. 12. Cuidar para que os ritos finais levem a assembleia a ser enviada em missão, vivendo e testemunhando, no dia-a-dia, o que acaba de celebrar. Lembrar nos avisos finais de convocar os fiéis para o grito dos Excluídos. A equipe de acolhida prepare artesanalmente, mar- cadores de Bíblia com uma mensagem de estímulo à leitura Bíblica.
Espiritualidade e o chamado
“A ti meu Deus elevo meu coração, elevo as minhas mãos, meu olhar, minha voz. A ti meu Deus eu quero oferecer meus passos e meu viver, meus caminhos, meu sofrer”. Vocação é chama- do... Vocação é entrega... Vocação é acolher com alegria o projeto que Deus nos confiou quando nascemos. Sim, são inúmeros os chamados re- cebidos, e como o mês de agosto é dedicado às vocações, proponho refletir sobre esse tema, que jamais se esgota, para que possamos bem viver e principalmente, responder aos anseios do Pai para a nossa vida.
Entender a vocação exige atenção, escuta e paciência. O livro do Êxodo 3, 7-10 apresenta Deus perto de nós, caminhando conosco, sensí- vel aos acontecimentos da nossa vida. O divino age de modo humano. Como nós, Ele vê, fala, ouve, tem sensibilidade com o sofrimento dos
outros. Ele toma partido. Diante da injustiça e da opres- são, também se indigna. Faz uso da mediação humana para libertar seu povo da miséria. Ele quer ver seu povo livre para amar, pois amando cuida e se deixa cuidar.
O livro do Gênesis 12, 1-9, apresenta o chamado de Deus a Abraão: “Saia de sua terra, do meio de seus pa- rentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Eu farei de você um grande povo, e o abenço- arei; tornarei famoso o seu nome, de modo que se torne uma bênção”. Importante acolher essa grande verdade em nosso coração: todos, sem exceção, somos chamados a uma vida cristã profundamente comprometida com a causa de Cristo e sua Igreja. Somos chamados a viver de maneira comprometida com a vida do outro, porque Deus tem a cada um de nós como seus filhos.
Em alguns momentos o silencio já atende à necessi- dade do outro; às vezes apenas uma palavra de confor- to, carinho e atenção já trazem serenidade e esperança.
Certo é que são muitos os desafios a enfrentar, porém a diferença para alcance da verdadeira paz e alegria está ligada à resposta que damos para o chamado feito por Deus. Ele não nos livra da dor e do sofrimento, mas dá serenidade e força para suportá-los. Permite vivermos de maneira livre, mas confia que essa liberdade seja pautada pela coerência na Palavra que se fez carne e habitou no meio de nós.
É fato: a realidade atual está marcada pela corrup- ção, ausência de ética, muitas mentiras e injustiças. Im- portante nos perguntarmos: o que temos feito para que essa realidade mude? ▇▇▇▇▇ respondido aos anseios de Deus? Estamos buscando realizar a Sua vontade para a humanidade? Tenhamos coragem de dizer sim. Entre- guemos nossa vida nas mãos Daquele que deu a vida do próprio Filho para nos salvar. Sejamos comprometidos com a vida que gera paz. “Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração, eu quero sentir o calor de Tuas mãos”.
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JORNAL PAS ORAL
arte, fé e cultura
AGOSTO | 2017
De Conceição à Lapa
Gruta de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, localizada no distrito de Antônio Pereira, recebe milhares de fiéis e é um dos locais mais importantes de peregrinação na Arquidiocese de Mariana.
No alto de ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, distri- to de Ouro Preto, a imagem de Nossa Senhora, que já foi somente da Con- ceição, hoje permanece ali como Nossa Senhora da Conceição da Lapa. Não se
sabe de onde a primeira imagem veio. O que se sabe é que foi ali que a Virgem apareceu no ano de 1722, quando duas crianças brincavam próximo à gruta, onde fica a imagem e onde diariamente peregrinos de todo Brasil fazem ora- ções e pedidos.
Enquanto suas mães buscavam lenha na mata ali por perto, as duas crianças corriam atrás de um coelho, que entrou na gruta. Qual não foi a surpresa e talvez admiração das duas crianças quando viram uma moça bo- nita e reluzente, sentada na pedra? Foi difícil convencer as mães, que no co- meço não deram muita importância. Foi na segunda ida das crianças até a gruta, que Nossa Senhora expôs seu desejo de que ali fosse construída uma capela. Incomodadas com a insistência dos filhos, as mães foram até o local ve- rificar o ocorrido. Elas não viram, mas sentiram a presença de Nossa Senhora e o perfume de rosas que exalava dali.
Essa é a história repassada pelas gerações do distrito. Segundo o coor- denador da comunidade de ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇ ▇▇ ▇▇▇▇▇, foi depois da aparição que uma imagem de Nossa Senhora da Conceição foi en- contrada. Mas, do mesmo modo que apareceu, ela sumiu. “Com o passar do tempo, os moradores repararam que
foi criando uma imagem na rocha, de onde sai óleo. Foi aí que eles acredita- ram mesmo”, afirmou ▇▇▇▇▇▇▇. Esse “óleo” ao qual ▇▇▇▇▇▇▇ se refere, é um modo de chamar a substância viscosa,
▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇
que dá forma à imagem em uma das paredes de pedra, que ficam à direita do altar. ▇▇▇▇▇▇▇ explica que no dia 15 de agosto, dia que a comunidade de ▇▇▇▇- ▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ comemora a festa de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, o óleo chega a escorrer da imagem.
Imagens
A imagem principal de Nossa Se- nhora da Conceição, feita em madeira, que já não fica mais na gruta, foi trazida de Portugal por um dos donos de terras de ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇. Depois dos furtos de imagens sacras se tornarem comuns, a comunidade decidiu não arriscar. A imagem portuguesa só aparece em mo- mentos importantes, como durante as festividades do dia 15 de agosto. A que a substitui no restante do tempo é uma imagem doada como pagamento de promessa de um morador já falecido da comunidade.
Como a gruta era apenas visitada, na maior parte do tempo pelos que iam buscar lenha e paravam para rezar e acender uma vela, a comunidade da- quela época quis levar a imagem portu- guesa para a igreja principal do distrito, atual igreja queimada, dedicada a Nos- sa Senhora da Conceição. “As pessoas mais antigas contam que foi construído um altar muito bonito para a imagem
nessa igreja e a levaram para lá. Só que quando eles colocavam a imagem lá, ela simplesmente sumia. No outro dia, eles a encontravam aqui na gruta”, relata Le- andro.
A aparente vontade própria da ima- gem foi um sinal para os católicos de ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ e, por isso, eles abri- ram a entrada da gruta e construíram a capela. “A gruta foi construída mes- mo como um lugar para celebrações de missa depois que a imagem sumiu de lá e apareceu aqui. As pessoas da época mandaram fazer os portões. Isso tudo é trabalho escravo. As pedras, o coreto é inteiro de pedra, tem essa parte de al- venaria por fora, mas o interior é todo de pedra. Deve ter sido um sacrifício carregar essas pedras para cá. O portão a gente acredita que tenha sido trazido para cá na data que tem nele: 1896”, ex- plica ▇▇▇▇▇▇▇.
Casa de Milagres
O local onde fica a gruta recebeu, em 8 de agosto de 2014, o título de san- tuário. De frente para a gruta, uma pe- quena casa guarda os agradecimentos, pedidos e fotos dos devotos de Nossa Senhora da Conceição da Lapa. São car-
teiras de motorista, retratos em diver- sos tamanhos e depoimentos escritos à mão. Em um deles, ▇▇▇▇▇, moradora de Ouro Preto, relata que em 2010 ela e seu marido sofreram um acidente. De- pois da cirurgia por causa de um osso quebrado no tornozelo, ▇▇▇▇▇ ficou dois meses sem andar e sem mexer o pé e
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os dedos. “Em um domingo meu pai e minha irmã me trouxeram aqui. Eu pedi a Nossa Senhora para me curar… Então numa quarta-feira eu consegui mexer os dedos e no sábado eu já esta- va mexendo o pé todo”. Ela começou a fazer fisioterapia e no dia 20 de março de 2015 fez a cirurgia para retirar os pa- rafusos que estavam em seu tornozelo. Ao lado da carta de agradecimento es- crita oito dias depois da cirurgia, estão os quatro parafusos.
A festa
A preparação para a festa em hon- ra a Nossa Senhora da Conceição da Lapa começa no dia primeiro de agos- to. São 15 dias de celebrações com a participação de outras comunidades da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Mariana. Esse ano, no dia da festa, a programação prevê quatro celebrações eucarísticas. O número parece grande, mas, segundo ▇▇▇▇▇▇▇, quando a fes- ta é no final de semana, o número de missas é ainda maior. A Guarda Mu- nicipal estimou que somente no dia 15 de agosto de 2016 passaram pela Gruta cerca de 30 mil pessoas. A festa atrai visitantes de várias cidades, inclusive
CÉSAR DO CARMO
de outros estados. “Aqui da região vem gente de Itabirito, Ouro Preto, Mariana, e os seus distritos, Santa Bárbara, Catas Altas, Itabira, Barbacena. Tem uma fa- mília de São Paulo que vem todo ano. Têm muitas histórias envolvidas, gen- te que tem o costume de vir todos os anos”, ressalta ▇▇▇▇▇▇▇.
