PERIFITON Cláusulas Exemplificativas

PERIFITON. Foram registrados 81 táxons de algas (Tabela 6.3), identificados, sempre que possível, a nível específico. Os grupos de algas encontrados foram Bacillariophyceae, Chlorophyceae, Zygnematophyceae e Cyanobacteria. A classe Bacillariophyceae (diatomáceas) apresentou a maior riqueza, representando 72% dos táxons identificados. Chlorophyceae foi representada por 12% dos táxons, Zygnematophyceae por 11% e Cyanobacteria por 5%. Assim como nas coletas anteriores, as diatomáceas apresentaram a maior riqueza de táxons por ponto de coleta, representando entre 68% e 86% da riqueza observada em cada ponto (Figura 6.6). As diatomáceas também dominaram em relação à densidade de organismos, representando entre 81% e 97% da densidade total nos pontos de coleta (Figura 6.7). A predominância de diatomáceas é comum no perifíton de rios e riachos (Allan & ▇▇▇▇▇▇▇▇ 2007) devido a uma série de características comuns ao grupo, como por exemplo, a capacidade de adesão a substratos através de estruturas especializadas que secretam mucilagem e as rápidas taxas de crescimento (Steinman & ▇▇▇▇▇▇▇▇ 1990).
PERIFITON. Seguindo-se a metodologia de Round (1993) e ▇▇▇▇▇ et al. (1998), foram coletados, em cada estação amostral, cinco seixos, dos quais foram raspados 25 cm2 de material de cada seixo, formando uma amostra composta de 125 cm2. O material foi coletado de seixos submersos e orientados para a velocidade da corrente. A remoção do perifíton se deu com o auxílio de uma escova de cerdas flexíveis, sendo o mesmo acondicionado em frascos com água destilada e fixado com formalina (Round, 1993; ▇▇▇▇ et al., 1995; ▇▇▇▇▇ et al., 1998). A análise quantitativa e qualitativa das diatomáceas epilíticas foi realizada pelo método de Utermöhl (1958), utilizando câmaras de sedimentação sob microscópio invertido. Foram utilizadas câmaras de sedimentação de 2ml e o material foi deixado sedimentar por 24 horas. Cada amostra foi quantificada até que se atingisse uma eficiência de contagem de 80% (Pappas e ▇▇▇▇▇▇▇▇, 1996). Estimou-se o número de indivíduos por cm2 utilizando a fórmula de ▇▇▇▇▇▇ & Likens (1991) modificada por ▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇▇ (1992), conforme segue: N = [(n ∗V)/v] ∗ (1/S) onde: N = número de indivíduos por cm² n = número total de indivíduos contados V = volume da amostra com material raspado v = volume dos campos contados S = superfície do substrato em cm² Também foi estimada a riqueza de espécies, o índice de diversidade de Shannon-Wiener e a eqüidade. A determinação das espécies dominantes e abundantes seguiu o critério de Lobo & Leighton (1986), sendo consideradas espécies abundantes aquelas cujas densidades superam a densidade média de cada amostra e, dominantes, as que apresentam densidades maiores do que 50% da densidade total da amostra. Na presente coleta não foi possível amostrar a comunidade perifítica no ponto 5, por se tratar de um ambiente sem a presença de seixos.
PERIFITON. As coletas para a análise quantitativa das algas epilíticas serão realizadas através da raspagem de pedras, utilizando uma superfície de 5 x 5 cm, abrangendo uma área de 25 cm2. Em cada estação de amostragem serão raspadas três pedras (75 cm2) da qual será retirada uma amostra final correspondendo a 25 cm2, e fixadas com 4 ml de formaldeído, conforme as Figuras 2.4.2 e 2.4.3. A amostra composta será homogeneizada e transferida para as câmaras de sedimentação de 2, 5 ou 10 ml, de acordo a necessidade do material (dependendo da quantidade de sedimento e/ou detritos na amostra, obtido em cada estação amostral) e quantificada em microscópio invertido através da técnica de UTERMÖHL (1958), sendo a densidade do perifíton expressa em indivíduos/cm². Figura 2.4.2. Ilustração com a raspagem das pedras para a coleta de organismos do Perifiton. Figura 2.4.3. Ilustração com o acondicionamento da amostra de Perifíton. a) Estudo qualitativo e quantitativo b) Indicadores de Qualidade