Custo de Capital Cláusulas Exemplificativas
Custo de Capital. Taxa de retorno esperado requerida pelo mercado como atrativa de fundos para determinado investimento.
Custo de Capital. A taxa de desconto do fluxo de caixa foi estimada pela metodologia do Custo Médio Ponderado de Capital ou WACC (Weighted Average Cost of Capital). O WACC foi calculado em 7,65% a.a. real, conforme cálculo e premissas detalhados a seguir. Custo do Capital Próprio (Ke) 11,48% Ke = Rf + β (Rm - Rf) + Rp Rf retorno do ativo livre de risco 2,0506% βι sensibilidade da ação em relação ao mercado de ações 0,99957 Rm retorno esperado para a carteira de mercado 8,7326% Rp risco país 2,7532% (Rm - Rf) prêmio de risco do mercado 6,6820% βu beta desalavancado 0,7663 Custo do Capital (PróprioKe) deflacionado 9,3441% πamerica na Taxa de inflação norte americana πamericana = 1 + 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑇𝑟𝑒𝑎𝑠𝑢𝑟𝑦 𝑅𝑎𝑡𝑒 − 1 1 + TIP𝑆 𝑅𝑎𝑡𝑒 1,9559% Em que: Nominal Treasury Rate 2,0506% TIPs Rate (Treasury Inflation-Protected Securities - TIPs) - de 10 anos 0,0928% Kd Custo do Capital de Terceiros Kd = (PR + Rp )(1-T) PR Prime Rate do mercado financeiro americano 3,2500% T Taxa de Impostos (CSLL e IRPJ) 34,0000% WACC = D/D+E (Kd) + E/D+E (Ke deflacionado) 0,62% a.m. E Proporção do Valor do Capital Próprio (Equity) 68,4% D Proporção do Valor de Dívida 31,6%
2.4.1 Custo de Capital Próprio (Ke) O custo do capital próprio (Ke) foi estimado em 9,34% ao ano real.
Custo de Capital. A taxa de desconto aplicável ao fluxo de caixa projetado, foi calculada em termos reais, por meio da metodologia WACC (custo médio ponderado de capital), conforme premissas detalhadas no item 2.8, correspondendo a uma taxa ao ano de 7,65%.
Custo de Capital. Conforme mencionado, optou-se por adotar o tradicional modelo CAPM para o cálculo do custo de capital próprio, que é unifatorial e de fácil aplicabilidade. No que diz respeito ao custo de capital de terceiros, buscou-se uma aproximação ao custo efetivo do crédito para o setor de Real Estate.
Custo de Capital. Plano de Investimentos 2016
Custo de Capital. O Custo de Capital é a remuneração regulatória, definido como o custo de oportunidade que o negócio tem para atrair novos capitais e reter o capital já existente, a ser aplicada sobre os investimentos prudentes realizados pela empresada regulada. A taxa de remuneração regulató- ria a ser aplicada deve ser condizente com os riscos do setor. Nesta metodologia será considerado, para o cálculo do custo de capital, o método Weighted Average Cost of Capital (WACC), que considera a média ponderada dos custos do capital próprio e do capital de terceiros, com pesos definidos a partir das respectivas participações no valor total dos ativos. Deve-se combinar os custos de capital próprio (𝐾𝑒) e de terceiros (𝐾𝑑) de forma a estimar o Custo Médio Ponderado de Capital (denominado WACC, em inglês), conforme apresentado na fórmula a seguir: 𝑊𝐴𝐶𝐶 = 𝐾𝑒 ∙ 𝑊𝑒 + 𝐾𝑑 ∙ 𝑊𝑑 ∙ (1 − 𝑡) onde: • WACC: Custo Médio Ponderado de Capital • 𝐾𝑒: custo de capital próprio • 𝑊𝑒: porcentagem da estrutura de capital próprio, a valor de mercado • 𝐾𝑑: custo do capital de terceiros • 𝑊𝑑: porcentagem da estrutura do capital de terceiros, a valor de mercado
Custo de Capital depreciação e remuneração do capital relativo aos veículos, instalações e equipamentos e da remuneração do capital imobilizado no almoxarifado.
Custo de Capital. Equivale ao retorno mínimo que um projeto de CONCESSÃO deve proporcionar para que o investimento neste ativo seja justificado do ponto de vista econômico e financeiro; • Leva em conta o retorno sobre o ativo livre de risco, o retorno médio de mercado e, especialmente, o risco associado ao setor econômico deste tipo de investimento. Em resumo, o custo de capital nada mais é do que a taxa de retorno mínima ajustada pelo risco que um projeto (ou ativo) deve gerar para ser atrativo; • O conceito de risco deve ser entendido como a probabilidade de que os retornos de um determinado investimento sejam diferentes dos previstos pelos investidores, sendo possível estimar medidas esperadas para média, variância (indicador de risco), covariância entre os retornos de dois ativos etc. Cabe ressaltar que, assumido este conceito, pressupõe-se que os agentes da economia têm capacidade de avaliar, no momento da decisão de investimento, a distribuição de probabilidade de ocorrência dos diferentes retornos futuros de um ativo; • A ideia é que quanto maior o risco atribuído a um projeto, mais elevada deve ser a taxa de retorno para que seja atrativo, o chamado binômio risco e retorno; • Importante ressaltar que se a TIR estimada ou calculada (a partir de dados observados) do projeto de CONCESSÃO for superior ao custo de capital, o investimento está justificado do ponto de vista econômico-financeiro (tem viabilidade). Se, por outro lado, for inferior, não há viabilidade; • O VPL do fluxo de caixa considerando o custo de capital deve ser superior a zero para que o projeto seja viável. Caso seja inferior, não há viabilidade; • O custo de capital pode ser dividido em custo de capital próprio e custo de capital de terceiros. No primeiro caso, geralmente utiliza-se o Capital Asset Pricing Model (CAPM) para o cálculo. No segundo, em geral, as referências são as taxas de juros das dívidas do setor.
Custo de Capital. 2.4.1 Aspectos teóricos e metodológicos: A metodologia do custo médio ponderado do capital (WACC – Weighted Average Cost of Capital) constitui uma das possibilidades de flexibilidade na taxa de retorno regulatória. Trata-se do mesmo parâmetro estimado e adotado como taxa de desconto em modelos de avaliação de empresas por fluxo de caixa descontado. Neste caso tem-se: ∑+∞ 𝐹𝐶𝐹𝐹𝑡𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝐹𝑖𝑟𝑚𝑎 = 𝑖=1 (1 + 𝑊𝐴𝐶𝐶)𝑡 (1) onde o Valor da Firma corresponde ao valor presente dos fluxos de caixa livres gerados (FCFF- Free Cash Flows to the Firm) e com o custo médio ponderado do capital (WACC) fazendo o papel de taxa de desconto ajustada pelo nível de risco do empreendimento. O WACC, como o próprio nome indica, corresponde a uma ponderação entre os retornos espe- rados exigidos pelos diversos tipos de financiadores dentro de uma companhia (Ver Ross et al., 2015). Agrupando os financiadores típicos em acionistas (E) e credores de dívida (D), tem-se: Onde: 𝐸 𝐷 𝑊𝐴𝐶𝐶 = 𝑘𝑒 𝐸 + 𝐷 + ��𝐷(1 − 𝑡) 𝐸 + 𝐷 (2) 𝑘𝑒 = custo do capital próprio para a empresa (retorno esperado pelos acionistas); 𝑘𝐷 = custo da dívida (retorno esperado pelos credores de dívida);
(1 𝑡) = componente para ajuste pela existência de benefício fiscal gerado pelo financiamento via dívida (tax shield); e 𝐷 𝐸+𝐷 = representam, respectivamente, as proporções de capital próprio (Equity) e Dívida (Debt) dentro do financiamento (estrutura de capital) total da empresa. Com a mesma teoria de Finanças subjacente, o WACC também pode ser utilizado como estimador do retorno sobre o capital permitido para uma companhia regulada (▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇▇ e Lesser, 2011). Nestes casos, há uma estimativa do nível para o parâmetro, definida e atualizada previ- amente à aplicação e vigência por um certo período (ciclo) regulatório. Em alguns casos e reali- zando paralelos com outros setores regulados no Brasil, há a aplicação da taxa (real e sem o efeito dos impostos) sobre uma BRR líquida (Valor dos Ativos – Depreciação acumulada, tema abordado na seção anterior) avaliada para um ano teste. Este é o caso, por exemplo, do setor de distribuição de eletricidade no Brasil e trata-se de procedimento também utilizado em revisões tarifárias periódicas de algumas CESBs. Este cálculo (WACC x BRR Líquida) constitui um dos com- ponentes da RR da empresa e impactará, consequentemente, no nível de reposição tarifária a ser aplicado (aumento ou diminuição médios das tarifas). Outro modo de utilização do WACC para fins regulatórios é comum em algumas regulaç...
